SIMULAÇÃO
SIMULAÇÃO
Consiste na produção voluntária de sintomas devido não a uma motivação inconsciente mas a um objetivo externo definido.
Os motivos externos mais comuns para simulação incluem evasão de processos criminais, obtenção de medicamentos controlados, evitação de recrutamento militar ou de tarefas militares perigosas e tentativas de obter auxílio-doença. A CID 10 codifica esses quadros como Z76.5. O diagnóstico é difícil de ser feito. Para tanto, cabe observar:
a. A anamnese e o exame físico não combinam com as queixas;
b. Os sintomas são vagos e não combinam com a sintomalogia de uma doença específica;
c. As queixas são excessivas e dramáticas;
d. O paciente não coopera com a investigação médica;
e. O paciente reluta em aceitar um prognóstico favorável;
f. Os sinais e o sintomas paredem ser autoafligidos;
g. O paciente tem história de recorrentes acidentes ou lesões;
h. O resultado de investigação laboratorial despertam a suspeita no médico de que a amostra colhida tenha sido alterada pelo paciente;
i. O paciente vai ter algum ganho externo caso se confirme a presença de uma doença;
j. O paciente apresenta uma baixa auto-estima e pobre adaptação no meio social e profissional;
k. O paciente apresenta transtorno de personalidade anti-social.
O médico deve cuidar para não desenvolver sentimentos contratransferências hostis em relação ao paciente. Entender que não é seu dever "desmascarar" um simulador. Também é importante compreender que em condições adequadas de vida, dificilmente alguém se utiliza da simulação. Ou seja, algo de problemático se passa na vida desta pessoa que a leva a recorrer a esse expediente. Esta é a questão a se tentar abordar com o paciente.